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Desenvolvimento cultural autoral e ilimitado

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Segunda-feira, Julho 09, 2007



Cresce o poder de barganha dos donos do conhecimento
26/10/2006

A sede mundial do que seu proprietário chama de maneira brincalhona de Pink Inc. fica no sótão de uma casa de tijolos aparentes, na região noroeste de Washington, capital dos Estados Unidos. Fotografias de crianças decoram as paredes; livros "sérios" se misturam com livros escolares. Daniel Pink passou a maior parte da década de 1990 trabalhando para a administração Clinton, acabando como principal redator de discursos para Al Gore. Mas no fim dos anos 1990 decidiu seguir por conta própria.

Ele agora ganha a vida como "agente livre" - trabalha um pouco com consultoria, redação de discursos e escrevendo artigos (ele é um editor contribuinte da revista Wired) e livros, incluindo, em 2001, um sobre pessoas como ele, Free Agent Nation: How America´s New Independent Workers are Transforming the Way We Live (numa tradução literal, "A Nação dos Agentes Livres: Como os Novos Trabalhadores Independentes da América Estão Transformando a Maneira como Vivemos"). Pink não tem dúvidas sobre a mudança no equilíbrio do poder que está havendo no mundo corporativo: "As pessoas talentosas estão precisando menos das organizações do que as organizações das pessoas talentosas".

Parte do motivo é a tecnologia. Pink chama isso de "a vingança de Karl Marx": os meios de produção, na forma dos computadores, estão agora nas mãos dos trabalhadores e freqüentemente eles são literalmente baratos o suficiente para serem comprados, pequenos o suficiente para serem abrigados e fáceis de operar. O exemplo mais dramático do poder das pessoas comuns é a chamada revolução do pijama. Bloggers estão freqüentemente surpreendendo a grande mídia no noticiário político doméstico. Glenn Reynolds, um professor de legislação da Universidade do Tennessee, sem experiência na área de mídia, recebe até meio milhão de visitas por dia em seu blog instapundit.com.


FONTE: Xi, esqueci... foi mal.

Sexta-feira, Junho 29, 2007

AGORA EU SEI PORQUE O ORKUT DESLANCHOU PRIMEIRO AKI DO QUE EM OUTROS PAISES MAIS DESENVOLVIDOS

O "culpado" pela chegada do Orkut no Brasil
por André Deak — em 28/06/2007 17:57 Última modificação 28/06/2007 19:37
O poeta, ativista político, fundador da Electronic Frontier Foundation (EFF) - ONG que prega a liberdade de expressão na era digital - e ex-membro da banda Grateful Dead, John Perry Barlow, esteve hoje no seminário e confessou: foi ele o responsável pela chegada do Orkut no Brasil.

Barlow é amigo do inventor do Orkut e recebeu 100 convites para distribuir a conhecidos. Mandou todos para o Brasil.

"Todos conhecem todos no planeta Brasil. O que aconteceria se essa sociedade se conectasse? Então um amigo meu criou o Orkut. Eu mandei convites para todos os conhecidos no Brasil. Quando [o Orkut] chegou aqui, nessa sociedade que já é uma grande rede..."

Para ele, a sociedade brasileira já vive em redes, apenas não tem meios tecnológicos para se comunicar. O sucesso do Orkut é só a ponta de um iceberg.

Barlow: "Esse país pode ensinar muito o Norte sobre como usar as redes. E está só começando a aprender."

FONTE: Agencia Brasil.

Quinta-feira, Abril 19, 2007

A possível Revolução Energética

Num relatório alternativo sobre mudança climática, o Greenpeace propõe mobilização mundial para salvar o planeta. E demonstra, com base num amplo estudo científico: as soluções técnicas para a sustentabilidade já existem, e conduzem a lógicas e paradigmas pós-capitalistas



"Se a vida te der um limão, faz uma caipirinha", sugere um provérbio popular que expressa, gaiato, uma das características da alma brasileira mais valorizadas em todo o mundo: a capacidade de encarar os azares com humor, e de reagir criativamente a eles . Uma gravíssima ameaça ao futuro da Terra e da humanidade pode ser também uma oportunidade para superar as relações sociais que produzem desigualdade, desesperança e devastação. Semana passada, quando o Painel Internacional sobre Mudança Climática (IPCC, em inglês) divulgou seu novo relatório sobre as conseqüências dramáticas do aquecimento do planeta, o Greenpeace acelerou a difusão de um documento alternativo. Tem o nome de [R]evolução Energética.

Não pretende ser um contrapanto ao texto do IPCC, mas um complemento. Rompe a lógica da impotência social. Nos últimos anos, o pensamento conservador passou a ver o aquecimento da atmosfera e suas conseqüências como um fenômeno inevitável ¿ algo semelhante a uma tragédia planetária para a qual caminhamos bovinos, como um rebanho que segue rumo ao matadouro. O Greenpeace quer despertar para o contrário. Não é tarde demais. A humanidade já desenvolveu formas de energia alternativas capazes de assegurar vida digna sem ameaçar a natureza. Para adotá-las, é preciso superar dois obstáculos.

O primeiro é político-ideológico. A idéia segundo a qual as sociedades têm o direito e a capacidade de construir seu futuro tornou-se uma heresia para o pensamento capitalista ¿ que ainda é predominante. A afirmação da vontade coletiva desafia um dos dogmas centrais da ideologia neoliberal: o de que as sociedades devem esquecer o sonho perigoso de planejar seu futuro comum, e entregar seu destino à "mão invisível" do mercado ¿ que assegurará liberdade, riqueza e felicidade.

O segundo obstáculo é econômico. Como se verá adiante, as fontes de energia alternativas não se diferenciam das tradicionais apenas por serem sustentáveis. Em todos os casos, sua produção adapta-se muito mais facilmente a um modelo descentralizado e desconcentrador de produção. A lógica não é mais gerar eletricidade em imensos empreendimentos comandados por corporações jurássicas. Até as pequenas comunidades devem e podem tornar-se autônomas em energia. Para tanto, não é preciso mobilizar enormes volumes de dinheiro. Um sinal de que o capitalismo pode estar sendo superado, também, no terreno em que sempre afirmou sua superioridade: o da "eficiência" produtiva.

Os cinco termos da equação
A força de [R]evolução Energética está na maneira como articula razão com utopia, e rigor científico com mobilização, para mudar políticas e atitudes. O relatório, assinado em conjunto pelo Greenpeace e pelo Conselho Europeu de Energia Renovável (EREC, em inglês) não parte de especulações, mas dos mais avançados dados técnicos disponíveis. As previsões sobre elevação da temperatura terrestre, em função do aumento de emissões de gases do efeito-estufa (especialmente gás carbônico, ou CO2) são as do IPCC [1]. As projeções sobre a emissão de CO2, caso mantida a atual matriz de fontes energéticas, são da Agência Internacional de Energia (IEA, em inglês). Os estudos sobre possível aumento da eficácia energética e sobre o uso de combustíveis renováveis são do Instituto de Termodinâmica Técinica (DLR), da Agência Espacial da Alemanha.

A partir dos dados fornecidos por estas instituições, monta-se uma equação política cujos termos principais são os seguintes: 1) A temperatura média da Terra vem subindo contínua e progressivamente, desde a Revolução Industrial, devido à emissão de CO2. Ao longo do século 20, a elevação foi de 0,6 grau. Há um consenso científico segundo o qual o planeta pode suportar no máximo um aumento suplementar de 2 graus centígrados, sem que se desencadeie uma espiral de efeitos retro-alimentadores e possíveis catástrofes naturais e humanas . 2) Como o efeito dos gases do efeito-estufa é cumulativo, e eles se mantêm na atmosfera por muito tempo, seria preciso, desde já, reduzir progressivamente sua emissão para evitar que a marca-limite de 2ºC seja alcançada. 3) Estima-se que, em 2030, as emissões deveriam ser 30% inferiores ao patamar atingido em 1990. No entanto, assistimos, nos últimos anos, a um aumento expressivo no consumo de energia e nas emissões de CO2. As projeções do IEA indicam que, mantida a atual proporção entre uso de combustíveis fósseis (80%), nucleares (7%) e renováveis (13%), o ser humano vomitará, em 2050, nada menos de 45,489 bilhões de toneladas de gás carbônico por ano na atmosfera. Essa perspectiva (chamada no documento do Greenpeace de cenário-referência) implicaria um aumento ¿ catastrófico ¿ de 96,71% em relação às emissões de 2003 (23,124 bilhões de toneladas). 4) O Protocolo de Quioto é, hoje, o único instrumento existente em plano internacional para estimular a redução das emissões. Porém, suas metas ainda são muito tímidas (redução de 5,2% em relação ao patamar de 1990, em 2012) e o mecanismo essencial adotado é débil e contraditório (penalização monetária das emissões de CO2, permitindo-se, porém, a comercialização do "direito" de poluir).

O quinto termo da equação é o decisivo: a vontade política de mudar. O Greenpeace sugere uma meta clara para estimular a mobilização e facilitar o exame dos progressos alcançados. Ao invés de dobrar as emissões de CO2 até 2050 (a hipótese tétrica do cenário-referência), a humanidade deveria se dispor a reduzi-las pela metade. O vasto leque de medidas capaz de permitir tal vitória está ligado a duas transformações decisivas e complementares: alterar radicalmente a matriz energética, para que, em 2050, as diversas fontes renováveis existentes (solar, eólica, da biomassa, hidrelétrica, geotérmica e oceânica) respondam por cerca de 50% da geração (uma proporção 3,8 vezes maior que a atual); repensar e modificar profundamente os hábitos de consumo e distribuição de energia, de modo que, sem abrir mão do bem-estar, as sociedades abandonem as posturas de alienação, ignorância e prepotência nas relações com a natureza e consigo mesmas.

No processo, seriam alcançados dois ganhos suplementares: um ligado à justiça social; outro, à cultura de paz. Seria eliminado o recurso à energia nuclear ¿ que não libera gases do efeito-estufa, mas gera enorme risco de acidentes e estimula a produção de armas atômicas. Além disso, dois bilhões de novos usuários teriam acesso aos benefícios da eletricidade. Em 43 anos, surgiria o que o Greenpeace chama de cenário da revolução energética.

Continua:
A possível Revolução Energética é um texto em quatro capítulos:

II: "Um choque entres os dois modelos"

III: "Muito mais que novos combustíveis"

IV: "De que revolução se trata"

Quinta-feira, Março 01, 2007



O HOMEM DO "RUPINOL"

É indispensável inserir a questão dos programas policiais regionais tipo "Barra Pesada" que, conforme também os de Pernambuco e Bahia, trazem de maneira pitorescas as nossas vistas locais - e de maneiras afrontadoras aos direitos humanos, entreveistas com os "elementos" que praticaram crimes e estão na porta de entrada das celas, na maioria das vezes sendo entrevistados por repórteres que mais parecem terem saído de uma oficina de capacitação rápida sobre teatro buslesco do quê propriamente sido instruídos para a prática jornalística. Tal fenômeno explora o já surrado lugar comum da violência da televisão aberta brasileira, fenômeno que vem se consolidando mais especificamente desde o saudoso AQUI E AGORA, programa vespertino do SBT que estabeleceu alem de uma determinada linguagem e estética sobre o gênero, a aceitação do mote ao paladar da família brasileira sul-sudestina, e influenciou vários de seus filhotes regionais como vemos nas TV's nordestinas. O que nos interessa aqui é instigar o público não só nas suas predisposição a admirar e apreciar mais sangue e toda forma de animosidade, mas as relações destes programas com o nosso tipo de humor, a nossa tendência de levar ao escracho máximo as situações e os seus envolvidos. Entremos nesta análise mais profundamente.

O sujeito, sempre um excluído dos processos socias mínimos e de aparência majoritariamente negra ou parda, comete um crime, que na maioria das vezes é algo relacionado a intempéries emotivas ou roubos de pequeno porte - até para a subsistência do mesmo ou de familiares, e vai parar na cadeia e comer o pão que o diabo amassou. Não bastasse o infortúnio que irá passar no já conhecido péssimo, lotado e ineficiente sistema carcerário brasileiro, ele irá aparecer na televisão em um programa típico de "identificação de criminosos" ferindo - talvez para sempre, sua imagem como um cidadão associado a desvios de conduta e uma série de negatividades penais impetradas não por um jurista, mas pelo simples fato de ter sido filmado na situação cenográfica característica do tipo de programa televisivo que aqui abordamos. Mas alem disso o que mais chama atenção e ganha notoriedade nesse tipo de "espetáculo" é que seu maior apelo, cada vez mais, é o aspecto humorísitico que as situações e os "personagens" abordados trazem consigo, e que mantem a audiência em patamares publicitariamente aceitáveis aos padrões televisivos. Sendo cada vez mais dado a prefência sujeitos que tenham aparência potencialmente geradora de riso, como por exemplo ter os olhos tortos, ou alguma parte da orelha faltando, os dentes quebrado ou também faltando, etc. Alem disso vê-se com grande entusiasmo a entrevista com aqueles que apresentam explícita alteração psíquica causada por drogas das mais variadas tendências e substâncias, como forma de dinamizar a entrevista e possibilitar uma "melhor interação" do repórter com seu "material exploratório", sua fonte de informação, o "elemento" que provoca a química do entretenimento.

Sim, este é o ponto, o entretenimento. Estamos diante não mais de um programa de TV sobre justiça, lei, ordem, vingança social, violência explícita, blá blá blá, não! Estamos diante de um programa de entretenimento, muito apreciado nas horas de almoço - horário principal do mais famoso de todos que é exibido nas telinhas alencarinas. É da natureza da programação televisiva ser repetitiva, mas nesse processo está incluído variações no intento de manter o interesse da patuléia, enganando-a em doses homeopáticas, sem que se perca a condição primordial do programa de TV para as massas, que é de ser sempre simples e de fácil assimilação para o mais total dos analfabetos, ou seja: ser essencialmente instintiva no sentido mais animal do termo. Se observa claramente estas modificações nos programas policiais regionais. A violência explícita e aviltante ainda tem seu espaço, mas nada se compara a diversão de tentar entender um desafortunado em estado totalmente alterado de consciência tentando responder com certa pose as perguntas - que ele nem sabe o que é ou do que é que se trata, do "honorável" repórter. As palavras não tem conexão, seu aspecto por si só já nos remonta a um filme de terror trash nível B2, suas roupas (muitos estão sem camisas em tais entrevistas, sic) na maioria das vezes o ridiculariza por si só, as tatuagens ou esboços de tatuagens em seu corpo só reforça a marca do desleixo, ou seja: é a esculhambação em seu apogeu, com equipe de produção e tudo ao redor da cena para dá o devido suporte ao "evento jornalístico". Sem dó e nem piedade, os programas de TV policiais regionais são cada vez mais caracterizado pela veia humorística que os mesmos naturalmente carregam em seu bojo, mas que ainda não havia sido devidamente explorada. Os mesmos estão passando por uma transformação que vem a caracterizar de forma muito explícita a íntima relação do humor brasileiro - isso é facilmente percebido como um fenômeno nacional de todas as TV's de sinal aberto, com as relações de degradação social e humilhação do indivíduo, que como diz um amigo que trabalha no 3º setor - "o brasileiro sem posse não é considerado um cidadão como nos outros países do mundo", reforçando mais ainda a nossa condição de subdesenvolvimento. É esse interim que entraremos para cobrir e desvendar os processos dos que estabelecem a pauta desta programação dos meios de comunicação de massa cearense, para confirmar se isso trata objetivamente de um roteiro de humor, ou de um "dever cívico de informar bem o cidadão" (kkkkkkk!...).

Sábado, Fevereiro 17, 2007

A Escola da Ponte é uma instituição de ensino, localizada em Vila das Aves, Portugal.

Apesar de ser Escola Básica Integrada, leciona apenas o 1º e o 2º ciclos do Ensino básico. A faixa etária dos alunos compreende aproximadamente dos 5 aos 13 anos de idade. No entanto, devido sua filosofia de educação inclusiva a escola tem alguns alunos mais velhos. Atualmente a Escola da Ponte conta com cerca de 160 alunos e 29 orientadores educativos.

Índice [esconder]
1 Histórico
2 Estrutura
3 Instrumentos pedagógicos
4 Método Global
5 Tecnologias de Informação e Comunicação
6 Associação de pais
7 Livros sobre a Ponte
8 Ver também
9 Ligações externas
9.1 Variadas
9.2 Entrevistas sobre a Ponte



[editar] Histórico

Escola da Ponte em 1976
Escola da Ponte atualmenteA Escola surgiu do desejo de se fazer uma escola que respeitasse as diferenças individuais e tratasse os alunos com amor.


[editar] Estrutura
Os alunos formam grupos heterogêneos, e não estão classificados por turmas, nem anos de escolaridade, não há lugares fixos, nem salas de aula e a escola encontra-se numa área aberta. Não há um professor encarregado de um grupo, em vez disso, todos os alunos trabalham com todos os professores.


[editar] Instrumentos pedagógicos

José Pacheco, idealizador da EscolaDefinição dos Direitos e Deveres: A cada ano os alunos decidem democraticamente na Assembleia de Escola, os Direitos e Deveres que consideram fundamentais para aquele ano.
Assembleia de Escola: Atividade que reúne todos os alunos e professores, na qual são discutidos, analisados e votadas medidas para problemas na escola, de forma democrática, solidária, respeitando as regras visando o bem comum.
Comissão de Ajuda: Formada por quatro alunos nomeados para resolver os problemas mais graves colocados na Assembleia. Dois desses alunos são escolhidos pelos membros da mesa da Assembleia Geral e outros dois pelos professores. As decisões desta Comissão se guiam pelos nos Direitos e Deveres definidos pelos alunos, os quais se comprometeram a respeitar.
Debate: Tem caráter mais informal que as Assembleias e acontece todos os dias - exceptuando-se os dias de Assembleia Geral - com duração de trinta minutos. Destina-se à discussão sobre o que se fez durante o dia de trabalho, através de jogos de perguntas e respostas. É nessa ocasião que são preparadas as Assembleia.
Biblioteca: ocupa o espaço comum, da área aberta da Escola, e serve como espaço de encontro e de pesquisa.
Caixinha dos Segredos: Local destinado ao desabafo das crianças, que ali depositam seus segredos, que muitas vezes revelam as razões da chamada indisciplina.
Caixinha dos Textos Inventados: Local sempre disponívela receber as criações textuais imaginativas dos pequenos.
Eu Já Sei: Faz parte do objetivo de desenvolver a autonomia dos alunos, partindo do proceso de auto-avaliação. A criança então escreve seu nome numa lista, informando que já considera que aprendeu e está pronta para ser avaliada por um profesor. Só então esta avaliação se processa.
Eu Preciso de Ajuda: A criança é estimulada a buscar todas as fontes possíveis de informação que estão a seu alcance, antes de pedir ajuda. Esgotando suas possibilidades, a criança pode escrever seu nome numa das listas dispostas em diversos locais da escola. Posteriormente um professor organiza pequenos grupos de estudo para esclarecer o assunto com quem tem dúvidas.
Professor Tutor: O professor tutor acompanha de perto um grupo de 8 a 11 alunos, os quais monitora o trabalho individualmente e faz reuniões sistemáticas duas vezes por semana, mantendo também um contato estreito com os encarregados de educação. [1]
Grupos de responsabilidade: Cada aluno e a maioria dos orientadores educativos são responsáveis por algum aspecto do funcionamento da escola. Os grupos reúnem-se quinzenalmente para tomada de decisão. Algumas das responsabilidades atribuídas aos grupos são:
Assembleia e Comissão de Ajuda
Terrário Jardim
Clube dos Limpinhos
Refeitório
Arrumação e Material Comum
Clube do Silêncio e Ajuda dos Direitos e Deveres
Biblioteca
Jornal
Jogos e Vídeo
Computadores e Música
Desporto Escolar
Recreio Bom
Murais
Mapas de Presença e Datas de Aniversário
Correio da Ponte
Cabides e Guarda Chuvas

[editar] Método Global

[editar] Tecnologias de Informação e Comunicação

[editar] Associação de pais
No início de cada ano, todos os encarregados de educação (pais ou quem faz o papel de) participam do encontro de apresentação do Plano Anual. Ao longo do ano letivo, os projetos são avaliados mensalmente, com o contributo dos encarregados de educação. Em Portugal, a Associação de Pais da Escola da Ponte é uma referência a nível nacional.






O Wikiquote tem uma coleção de citações de ou sobre: Escola da Ponte.Contei sobre a escola com que sempre sonhei, sem imaginar que pudesse existir. Mas existia, em Portugal...Quando a vi, fiquei alegre e repeti, para ela, o que Fernando Pessoa havia dito para uma mulher amada: "Quando te vi, amei-te já muito antes..." (Rubem Alves)

Quarta-feira, Fevereiro 14, 2007

Os ideais da Metareciclagem
Sergio Rosa ¿ Belo Horizonte (MG) ¿ 11/2/2007 20:01




Qual o sentido da vida para um Pentium 233? Para onde vão os videocassetes que não funcionam direito? Como evitar a proliferação de mouses estragados dentro dos armários? Existe vida para os aparelhos eletrônicos após a superação tecnológica? A metareciclagem tem uma resposta para todas as suas dúvidas existenciais.

A solução espiritual frente à angústia causada pela crescente voracidade de consumo de aparelhos tecnológicos é o desapego. Doar, compartilhar, consertar e botar para funcionar é o caminho para a ascensão tecno-espiritual. Como o Dalai Lama disse uma vez: ¿A revolução tecnológica é positiva. Um dos principais objetivos do budismo é a iluminação. E iluminação significa saber mais. Se a tecnologia facilita o acesso à informação e a comunicação entre as pessoas, ótimo.¿

Vez ou outra surgem essas idéias ¿do bem¿, que crescem escondidas e à parte da atenção das pessoas. Ninguém sabe direito como nascem, qual a sua origem, para onde vão ou quem está por trás delas. Isso não é muito importante. A metareciclagem é uma dessas idéias. Quando comecei a me interessar e pesquisar sobre o tema, percebi que já havia várias idéias e projetos surgindo em diversos cantos do país que buscam se apropriar de tecnologias para mudanças sociais.

Você vai encontrar por aí iniciativas distintas que se afirmam como metarecicleiros. Esse é um campo no qual é muito mais necessário realizar do que teorizar. A idéia extrapola o simples reaproveitamento de computadores velhos. O necessário é dar um fim social a toda tecnologia ¿estacionada¿ que você possui em sua casa. Compreender que outras pessoas podem fazer algum uso daquilo. Uma boa forma de tentar descobrir o que pode estar rolando localmente na sua região sobre metareciclagem é acessar os arquivos da lista de discussão nacional sobre o assunto e procurar pelo nome do seu estado ou da sua cidade. Vale dar uma olhada e entrar em contato.

Fui atrás de algumas metareciclagens que estão ocorrendo ou sendo planejadas em Belo Horizonte. Descobri programa de rádio, espaço de reunião e produção cultural (e agora um Ponto de Cultura), um metacafé e uma lista para doação de equipamentos diversos. Alguns deles em fase embrionária, e outros já com monitores ligados.

Felipe Fonseca, um dos participantes e organizadores do principal site sobre o tema no país, fala que as dificuldades de colocar em prática os projetos são muitas: ¿de uma resistência à maneira aberta e livre que tentamos dar para a apropriação tecnológica, até uma visão míope que tenta entender a metareciclagem como mero projeto de reaproveitamento de computadores velhos (o que é uma visão muito limitada do que a gente tem a propor)¿.

É natural que esse tema se misture ao de inclusão digital, embora não esteja necessariamente limitado por ele. Uma das principais razões dessa distinção é exatamente por onde começa a mobilização. Enquanto a inclusão digital está mais ligada a políticas governamentais, a metareciclagem já parte do sempre atual ¿faça você mesmo¿. Das Zonas Autônomas Temporárias, às questões da inteligência coletiva, a metafísica das redes P2P-todos-para-todos: Hakim Bey lança para Pierre Lévy que toca e deixa Mcluhan de cara para o gol.

Adicione a esse debate também o movimento do software livre que parece ganhar força no país. A equação pode ser interessante. Computadores reutilizados + software livre + coletivos organizados e movimentos sociais = ?

Vamos encontrar a resposta só com o tempo. Se não a acharmos, poderemos concluir que a crítica de Fonseca faz sentido. Sem dúvida que vivemos um momento de expectativas em relação à capacidade de mudança (inclusão, transformação, revolução: escolha o seu termo predileto) social com a possibilidade apresentada pelas novas tecnologias. Inevitáveis futurologias e ¿apocalipssismos¿ surgem o tempo todo. O nosso papel agora é de sentarmos, começarmos a analisar mais friamente o momento que estamos vivendo: experiências como a Wikipédia (e os demais wikis), o Youtube e o próprio Overmundo. Cabe a nós descobrirmos se realmente vivemos uma fase mais ¿humana¿ da relação entre homens e máquinas (uma potencialização de comunhão e aproximação entre os indivíduos com auxílio da tecnologia), ou se tudo não passa mais uma vez de uma grande expectativa que depositamos sobre o tema.

E como falei em budismo acima, tem aquela música do Darma Lovers que cabe bem aqui: ¿nos chamam seres humanos, um tipo bem estranho de bicho. Heróis de circo mexicano, animais reprodutores de lixo, nos chamam seres humanos... Mas isso nem sempre somos¿.



Domingo, Dezembro 24, 2006

VÊNUS PERDE O LAQUÊ
A tecnologia e a concorrência ameaçam o império da Rede Globo.
Por Paulo Henrique Amorim


O Boni está feliz da vida e trabalha na rua Lopes Quintas, Jardim Botânico, Rio. É onde fica a Vênus Platinada. Continua a trabalhar, porque a Globo não mudou nada, depois que ele deixou o comando da empresa. Na Globo, não existe ¿DB¿, depois do Boni. A Globo continua na era do Boni.


Boni.
Ele saiu. Alguém notou a diferença?
Nas finanças, a Globo está ótima. Levantou a concordata de 2002, quando deu o calote numa dívida de 1,1 bilhão de dólares. A Globo acreditou em FHC e achou que o real valia um dólar. Endividou-se em dólares e...

(Interessante que, à exceção de CartaCapital, não me lembro de outro órgão de imprensa que noticiasse a concordata da Globo.)

Em abril deste ano, a Globo lançou perpetual bonds no mercado financeiro internacional no valor de 325 milhões de dólares, com juros de 9,375% ao ano. O lançamento era de 250 milhões de dólares, mas a procura foi tanta que a oferta teve de crescer 30%.

A recuperação financeira deve explicar a ¿nova independência¿ da Globo, exposta de forma exuberante na eleição de 2006, quando o Jornal Nacional levou a eleição para o segundo turno, como demonstrou, nesta CartaCapital, reportagem exemplar de Raimundo Rodrigues Pereira.

Porém, nem tudo são rosas.

O ano de 2006 demonstrou também que a Globo passou a enfrentar um ambiente político e empresarial mais hostil.

(E antes de prosseguir, é bom lembrar que trabalho na TV Record, como repórter e apresentador do programa Domingo Espetacular. Com muito orgulho.)

Vejamos:

¿ Pela primeira vez, desde que se tornou a Vênus Platinada, nos anos militares, a Globo passou a enfrentar, em 2006, um concorrente que tem grana. A Record.

¿ Pela primeira vez, a Globo enfrenta um concorrente que entrou de sola no filé mignon da tevê brasileira: o mercado de novelas, onde está 25% do faturamento da Globo. O concorrente é a Record.

¿ A Globo é como aquele campeão peso pesado, que ganhou peso, só enfrentava sparrings e há 15 anos luta do mesmo jeito. E por isso é vulnerável, nesse combate contra um jovem que tem grana no bolso.

¿ A Globo não tem mais tempo de ¿go global¿. A certa altura, ela tentou ir para a Itália, mas, como me disse, um dia, Bettino Craxi, antes de uma entrevista em Nova York: ¿Mas, como? Eles resolveram enfrentar o Silvio (Berlusconi), logo o Silvio?¿ E a Globo deu com os burros n¿água.

A Globo deveria ter sido uma forte vendedora no mercado de novelas e jornalismo nos países de língua portuguesa e espanhola fora do Brasil, sobretudo nos Estados Unidos.

Oitenta por cento das receitas da Globo saem da publicidade. A participação da televisão no bolo publicitário brasileiro (um total estimado de 18 bilhões de reais, em 2006) está em 60% há dez anos.

Ou seja, o Brasil ficou pequeno para a Globo. Porque, com os custos fixos que tem ¿ por exemplo, ela tem 475 contratos de exclusividade, de longo prazo, com artistas e pessoal ligado à produção de conteúdo* ¿ a Globo teria de amortizar uma parte disso no exterior.

Porém, a Globo ficou imprensada na província, entre as palmeiras do Jardim Botânico e o Sumaré, e não viu a banda passar. Quem viu foram os mexicanos, os venezuelanos, colombianos e os americanos.


ACM.
Sócio dos Marinho, dava as cartas na era Sarney
Hoje, a Globo não é mais a primeira em audiência no público que fala português fora do Brasil. É a Record Internacional. Uma vez, sugeri a Walter Zagari, diretor-comercial da Record, o slogan: ¿No mundo já somos os primeiros. Só falta o Brasil¿. A sugestão não foi aceita...

¿ A Globo também não tem mais como impedir o crescimento de concorrentes no próprio mercado de televisão. Por exemplo, ao longo de 16 anos, a Globo conseguiu conter o crescimento do mercado de tevê por assinatura. Ela sentou em cima do mercado, tomou conta dele e não deixou que competisse com a tevê aberta ¿ ou seja, com a Rede Globo.
Não queria que a tevê por assinatura canibalizasse a Rede Globo.

O Brasil é o país ideal para a tevê por assinatura, por causa da alta urbanização. Com um buraco no chão, você atingiria uma infinidade de domicílios. (É só ver a penetração da tevê por assinatura em Buenos Aires.)

A hegemonia da Globo fez com que, 16 anos depois, a penetração da tevê por assinatura no Brasil fosse de 8% do mercado. A vítima foi a produção independente no Brasil. Não é à toa que o cinema brasileiro é o que é; a dramaturgia brasileira é o que é...

Por causa desse trancamento da produção independente ¿ e da cumplicidade dos governantes brasileiros ¿, é possível à Globo produzir, ela própria, 88% do conteúdo do horário nobre.

É bom lembrar que, em Hollywood, 50% dos empregos são de pessoas que trabalham em produções independentes para as emissoras de tevê: seriados, soap-operas, sit-coms etc.

Com a eleição de 2006, porém, isso (a cumplicidade dos governantes) pode mudar.

O ambiente político mudou. A Globo não depende mais do governo como dependia antes. E dependeria muito, se o BNDES tivesse conseguido concluir, no governo FHC, uma operação de salvamento da Globo por conta de ¿um futuro aumento de capital¿. Era um negócio tão bom que Roberto Civita, em entrevista que meu deu, quando eu trabalhava na TV Cultura, proclamou: ¿Assim, eu também quero¿.

Aliás, ao inaugurar o Projac, FHC disse: ¿Eu tenho orgulho da Globo. Eu tenho orgulho do Brasil¿. Nessa ordem.

O ministro José Dirceu bem que tentou, no programa Roda Viva, ao comparar a Globo à Varig, arrumar uma grana para a Globo. Mas não conseguiu. A Globo foi à luta e resolveu a reestruturação de sua dívida no mercado financeiro internacional.

Melhor para ela e melhor para o Brasil.


Costa.
Sucursal da Globo, o ministério perdeu o poder
Porque o governo Lula também não deve nada à Globo. Ao contrário: o golpe do segundo turno ficou atravessado na garganta do governo.

·Também o ambiente institucional, regulatório, se tornou mais escorregadio para a Globo.

Até agora, a Globo conseguiu, como demonstra o professor Murilo Ramos, da Universidade de Brasília, fazer com que o setor de radiodifusão fosse ¿o mais irregulado¿ do Brasil. Vale o que a Globo quer. Ou queria.

A começar pelo fato de o ministro das Comunicações não mandar mais. Pela primeira vez na Nova República, que começou com Antonio Carlos Magalhães no Ministério das Comunicações, o atual ministro das Comunicações, Hélio Costa (que, como eu, chefiou o escritório da Globo em Nova York), não manda sozinho no pedaço.

Quem manda mesmo é a chefe da Casa Civil, Dilma Roussef. Foi ela quem decidiu que o sistema da tevê digital seria o japonês. Se foi por causa da Globo, tenho as minhas dúvidas...

É exatamente esse ambiente ¿irregulado¿ que agora pode se virar contra a Globo. No saco de gatos que a Globo montou nem ela manda mais.

Como é que a Globo vai evitar que a Telefônica tenha uma tevê por assinatura?

E a Brasil Telecom, que fatura num trimestre o que a Globo fatura no ano? (Aliás, é bom lembrar que tenho ¿ com muito orgulho ¿ um site no iG, empresa controlada pela Brasil Telecom). E se a Brasil Telecom comprar uma tevê por assinatura?

A Globo vai cobrir os céus do Brasil e desligar o transponder?

Vejam que situação interessante, que me relatou um amigo que entende disso mais do que eu.

John Malone, da Liberty Media, e Rupert Murdoch, da News Corp, decidiram que um vai sair da empresa do outro. Malone vende a Murdoch as ações que tem na News Corp. E Murdoch vende a Malone as ações que tem na Liberty Media ¿ e sai da DirecTV.

Malone fica com a DirecTV. Só que Malone não gosta de investir fora dos Estados Unidos. E pode querer vender a DirecTV, que opera na América Latina, a uma tele que opere no Brasil. Como é que fica? A Globo vai impedir que o John Malone, que mora na Califórnia, venda a DirecTV à Telefônica, que fica em Madri? Nem com a ajuda do Ricardo Teixeira e da Fifa.

E aqui entramos no interessante capítulo das novas mídias e da democratização da mídia. A assim chamada ¿mídia convencional¿ nunca mais será a mesma.

A internet já é mais lida que os jornais, no Brasil.

Não é preciso dizer que a receita publicitária dos jornais e revistas está em queda.
Revistas: tinham 8,8% do total do mercado publicitário em 1996, e está em 8,6% este ano.

A dos jornais desabou (o que explica, em parte, a fúria antigovernista deles): era de 25,6% em 1996, e passou para 15,7% do bolo publicitário em 2006. Queda de 10% em dez anos.

Ou seja, é mais promissor produzir aço em Pittsburgh, automóveis em Detroit e chapéu-coco em Londres do que produzir jornais no Brasil.

Outro dia, num seminário na Cásper Líbero, imaginei a primeira cerimônia luddista do século XXI: João Roberto Marinho, Roberto Civita, Otavio Frias Filho e Ruy Mesquita, no salão nobre da Fiesp, debaixo do busto do Conde Matarazzo, fazem uma fogueira para queimar os computadores de cem dólares do Nicholas Negroponte.
É porque a democratização da mídia vai se dar na Casas Bahia.

O governo Lula levou o computador à classe C. Com a ¿MP do Bem¿, o acesso ao crédito (especialmente ao crédito consignado) e a massificação do cartão de crédito, inclusive na classe C, o consumo de computador começa a se democratizar.

As vendas de computador vão subir 47% em 2006. Serão vendidos 9 milhões de unidades. Metade disso foi consumida pelas classes C e D. Só o ¿computador para todos¿, que o governo lançou por 1.400 reais, vendeu 380 mil unidades nos nove primeiros meses do ano.

Computador significa internet. O brasileiro fica 20h30 por mês na internet, 37 milhões de brasileiros acessam a internet. São os campeões do mundo. O comércio eletrônico vai bater o recorde em 2006.

Vamos falar agora de outro formato de computador: o celular.

No mesmo seminário na Cásper Líbero, Caio Túlio Costa, presidente do iG, lembrou que a derrota de Aznar e a eleição de Zapatero, na Espanha, em 2004, devem muito à infinidade de SMS que desmentiram a versão da tevê estatal de que o atentado ao metrô de Madri era obra do ETA, e não da Al-Qaeda, como depois se comprovou.

Além de mandar mensagens com a rapidez de um torpedo, o celular passou a baixar e-mails e dar acesso à internet, lembra o relatório de dezembro de 2006 da ITU, a International Telecommunication Union:


Maguito.
O projeto do senador é um retorno à Idade da Pedra
¿Um em cada três seres humanos no planeta tem celular. E cada vez mais os celulares estarão equipados com câmeras digitais e capacidade para tocar música. Ou seja, o celular começa a se parecer mais com um computador do que com um telefone.¿

No Brasil, a penetração do celular foi espantosa: hoje, há 100 milhões de celulares no País. E 60% dos donos de celular enviam e recebem mensagens de texto, torpedos. Com a massificação do celular, a democratização do ¿computador no celular¿ de que fala o relatório da ITU será um passo.

Como é que a Globo quer impedir a democratização da mídia? Através da treva tecnológica?

Esteve em tramitação no Congresso uma PEC do senador Maguito Vilela (PMDB-GO), que pretendia exatamente isso: devolver o Brasil à Idade da Pedra. Ou seja, que ¿o provimento de conteúdo¿ ¿ em todas as mídias, inclusive no celular ¿ só possa ser feito de acordo com a lei atual de radiodifusão ¿ aquela que interessa à Globo. A nacionalização completa do conteúdo, de preferência por nacionais do Jardim Botânico, quer dizer, do Projac.

(Corre também de forma acelerada um projeto de lei do deputado Luiz Piahylino, não reeleito, com substitutivo de Nelson Marquezelli ¿ PTB-SP ¿, com a mesma inspiração tenebrosa.)

Eu imaginei submeter, humildemente, ao senador Evandro Guimarães, ou melhor, Maguito Vilela as seguintes perguntas:

¿ Se a minha sogra argentina tirar uma foto do Pão de Açúcar com o celular e enviar por e-mail para a minha filha que está em Fortaleza, pode?

¿ Se o meu sobrinho baixar o último disco do Bob Dylan no iPod, ele pode ouvir sentado no McDonald¿s da avenida Henrique Schaumann? Ou tem de ser no Habib¿s?

¿ Se um turista tailandês usar uma camereta e filmar um engarrafamento na Marginal do Tietê, postar no YouTube e eu assistir no meu notebook quando estiver em Caruaru, pode?

¿ O senhor não vai deixar entrar no Brasil a Internet Protocol Television (IPTV), que na Coréia do Sul e em Hong Kong é uma brincadeira de criança? Ou seja, assistir à tevê, na telinha do celular, pode?

¿ O Mino Carta, em Gênova, pode fazer um post em seu blog, no iG, sobre a excelência do vinho espanhol? Ou só pode se for sobre o Miolo?

¿ Jamais teremos a digital wallet, a carteira digital, que a Nippon Telegraph and Telephone começou a distribuir no Japão? É um celular com as características de um cartão de crédito. Você compra o que quiser... com o celular. Pode, senador?

¿ Ou é melhor transferir o iG para Ciudad del Leste e começar a postar as minhas enquetes e os meus vídeos de lá. Senador, o senhor pretende construir um Muro da Treva, na Ponte da Amizade, com o logo da Globo, em cima, todo iluminado de azul?

Finalmente, senador, qual o seu tipo inesquecível, dentre esses amigos inseparáveis da democratização da informação?
( ) Pol Pot
( ) Fidel Castro
( ) Kim Jong-il

*Essa informação faz parte de um estudo distribuído a bancos, em Nova York.

Domingo, Novembro 19, 2006



"A percepção de cada um é SHIVA , o ascendente holocausto que calcina até reduzir ao nada o palácio de sonho deste mundo,
com sua câmaras infinitas, diversas e belas."


Abhinavagupta , Tantraloka (+ou- 1000 D.C.)

Quarta-feira, Novembro 15, 2006

OFICINA
DESENVOLVIMENTO LOCAL
PRODUÇÃO CULTURAL

COMO FAZER SUA ARTE E TER SUSTENTABILIDADE COM AUTONOMIA

APRESENTAÇÃO

"O emprego do século 21 requer habilidades mentais", diz Célio da Cunha, representante da Unesco no Brasil para a área de educação. (Alexa Salomão / Revista Exame, 19/10/2006).

Um dos aspectos mais relevantes da cultura neste novo século é a constatação de que as sociedades da informação, que privilegiam a indústria do lazer, do entretenimento e do mercado de bens simbólicos, movimentam uma economia cada vez mais significativa, criando empregos e redistribuindo renda.

Para os jovens a perspectiva de atuação nesta área acaba se tornando não só uma solução para a problemática do desemprego e subemprego juvenil, como também a oportunidade de exercerem atividades de bom grado, do qual o prazer da criação os envolve e os compromete com facilidade em questões de estudo, educação e sociabilidade, permitindo a manifestação de suas peculiaridades e potencialidades latentes, algo de extrema necessidade para a juventude como um todo, de indiscutível amenização dos aspectos de violência que geralmente acomete as pessoas desta faixa etária de todas as classes sociais de nossa comunidade.

A oficina, antes de qualquer coisa, pretende despertar nos jovens o lado do empreender com o inovar relacionado às atividades de criação e conhecimento. Para isso nos valemos do impulso natural de moços e moças junto o perfeito encontro que está relacionado esta atitude a um mundo do qual a comunicação e seus vários conteúdos determinam a natureza e a condição de sucesso dos negócios.

Nos propomos a mostrar as formas alternativas para transformar idéias, desejos e sonhos em realidade, observando as perspectivas, exigências e oportunidades apresentadas pela globalização.

Diferente das oficinas comuns na área esta capacitação concentra-se em fazer-se enxergar um vasto campo de atividade econômica estabelecido e em evidente expansão em todo o mundo, deixando a parte operacional - que consiste na elaboração e adequação de projetos a editais, leis, fundos, etc., para outra ocasião.

PARA MAIS INFORMAÇÕES E CONTEÚDO COMPLETO DA OFICINA CONTACTE-ME:
gledsonshiva@hotmail.com